Causas

Ainda não existe uma causa cientificamente validada para o autismo, mas inúmeras pesquisas apontam para fatores múltiplos de origem ambiental ou de natureza genética.

 

Hipóteses Causais Anteriores e Atuais

 

Existem hipóteses polêmicas apontando elementos existentes em determinadas vacinas, como detonadores do autismo, entretanto não existe um consenso sobre tais questões.

Com a falta de um marcador biológico detectável em exames hipóteses equivocadas e controversas tem sido levantadas.

Dentre as hipóteses inicialmente levantadas por Kanner sobre a causa do autismo, destaca-se a definição do Autismo como  uma doença de fundo emocional e psicológico. O autismo seria então, resultado de uma relação incompleta e defeituosa com a mãe, devido a  falta de elo afetivo, ou seja, uma doença de fundo emocional e psicológico. Mais tarde o próprio Kanner se redimiria, assumindo publicamente seu equívoco. A obra de Bruno Bethelheim (Fortaleza Vazia) mais uma vez imputaria aos pais a “culpa” na teoria denominada de Mãe Geladeira e como era o único livro disponível no fim dos anos 60 que abordava autismo foi muito vendido divulgando este lamentável equívoco.

Muitos pais sofreram injustamente por isto e até hoje, infelizmente, mesmo após o avanço dos estudos que demonstram os múltiplos fatores ambientais, biológicos e fisiológicos responsáveis pelo autismo, alguns profissionais  imputam aos pais uma culpa absurda.

 

 

“Nas últimas décadas o autismo  deixou de ser entendido como doença única, passando para o conceito de síndrome; de causa afetiva atribuída no início, passou a ser considerada cognitiva; e da origem psicogênica inicial, há um consenso na comunidade científica quanto a etiologia biológica desses casos.

Portanto, os pais passaram de “responsáveis” pela doença, para o papel de principais parceiros dos técnicos na busca de alternativas e soluções.”*

 

*Fonte:

Camargos Jr., Walter (coord.) - Transtornos Invasivos do Desenvolvimento: 3o Milênio / Walter Camargos Jr e

colaboradores. Cap.XX. p 127 -Brasília: Presidência da República, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 2005