Nesta terça-feira, 25 de novembro, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Congresso Nacional, fará a primeira audiência pública no senado para debater questões relativas ao autismo.
Hoje, apenas o Rio de Janeiro e a Bahia têm leis que favorecem o atendimento e tratamento especial de pessoas com autismo. No Brasil, o atendimento é realizado pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que trata de transtornos mentais de forma geral.
A diretora do Instituto Autismo e Otimismo de Uberlândia, Fausta Cristina, que participará da discussão, explica que a audiência é um marco muito importante na luta pelo acesso ao tratamento do autismo. “Falta atendimento especializado para as pessoas com a síndrome. Não podemos continuar tratando um transtorno do Desenvolvimento Humano como um Transtorno Mental. O atendimento especializado e multidisciplinar já seria um grande passo para a melhoria na qualidade de vida, da educação e do desenvolvimento das pessoas com autismo”, diz.
Os representantes de ONGs de todo país reivindicam um espaço público para atendimento da pessoa com autismo:
1. Diagnóstico precoce na rede de pública de saúde, que não existe;
2. Tratamento multidisciplinar, na educação e saúde;
3. Acompanhamento para os familiares;
4. Criação de Centros de pesquisas que estudem como tratar o autismo, causas e terapias;
5. Números oficiais sobre a quantidade de autistas no Brasil.
O que: Audiência Pública para debater questões sobre o Autismo no Senado.
Quando: 25 de novembro de 2009 – 10 h
Onde: Sala 2 da Ala Nilo Coelho , no Senado, Brasília - DF
Fonte: iMídia Comunicação


